Impacto Social

UNASP leva esperança e transformação para a Guiné-Bissau

A missão contou com múltiplas frentes de atuação e foi realizada com voluntários da instituição em parceria com a Missão Andrews.

Texto: Vefiola Shaka | Edição: Gabrielle Ramos

Uma equipe de voluntários do UNASP embarcou, entre os dias 5 e 23 de janeiro, em uma missão à Ilha de Bubaque, Guiné-Bissau. O grupo atuou em parceria com a Missão Andrews, um grupo de voluntários que promovem missões, para levar assistência e a mensagem de fé e esperança a comunidades da África Ocidental que enfrentam desafios socioeconômicos. 

Mais de 30 voluntários atuaram na Ilha de Bubaque e em localidades vizinhas. Foto: Arquivo pessoal

Além do trabalho evangelístico em Bubaque, os voluntários realizaram uma cerimônia de lançamento da pedra fundamental. O momento simboliza o compromisso com a construção de novas Igrejas Adventistas do Sétimo Dia nas ilhas vizinhas de Formosa e Uassa. Isso prepara o caminho para a expansão missionária permanente na região

O principal objetivo da missão foi fortalecer a presença da Igreja Adventista em uma região chamada “janela 10/40”, que é a faixa geográfica na qual o acesso à mensagem cristã enfrenta maiores desafios. “São locais onde a palavra de Deus tem mais dificuldade de alcançar, e nosso objetivo é atender pessoas que carecem muito dessa mensagem”, explica Adella Dutra, coordenadora do Núcleo de Missões do UNASP.

Um ministério integrado

As atividades desenvolvidas pela equipe foram diversificadas e organizadas em múltiplas frentes de atuação. Os voluntários dividiram-se em grupos dedicados ao atendimento médico, apoio educacional, evangelismo, visitas missionárias às famílias, reforma da estrutura da igreja local e suporte logístico.

A distribuição de doações, como chinelos, medicamentos e kits de higiene pessoal, representou um alívio imediato para famílias em situação de extrema pobreza. “Estar frente a frente com necessidades tão básicas que não são supridas foi muito impactante”, relata Adella.

Os momentos de evangelismo, estudos bíblicos e cultos com a comunidade local também marcaram os voluntários. Além disso, as atividades com crianças, incluindo recreação e educação em saúde, com palestras sobre higiene bucal e corporal, ofereceram alegria e aprendizado. “Cada encontro revelou o quanto a população é receptiva e sedenta por esperança, tornando a missão profundamente especial”, destaca o pastor João Brito, Pró-Reitor de Desenvolvimento Espiritual.

O impacto da Educação Adventista

Um dos frutos mais visíveis do trabalho missionário contínuo na região é a Escola Adventista de Bubaque. O ambiente educacional é resultado de oito anos de atuação da Missão Andrews e da colaboração de missionários do UNASP nos últimos três, período em que vem contribuindo para a transformação de toda uma geração.

“É muito nítido a diferença das crianças que têm oportunidade de estudar na Escola Adventista e as que ainda não têm. As crianças que visitamos nas aldeias não sabem formar uma fila, não têm educação básica. Já na escola, elas se comportam de forma completamente diferente: sabem conversar, praticam uma higiene mais aprimorada”, observa a coordenadora do Núcleo de Missões.

Durante a missão, os voluntários atuaram na manutenção da infraestrutura por meio da pintura da quadra de futebol e outras melhorias que contribuíram no ambiente educacional.

Uma experiência espiritual e única

Uma das voluntárias, a professora de História do UNASP campus Hortolândia, Pamela Silveira, destaca que o que mais a marcou foi o grupo com o qual teve a oportunidade de compartilhar a jornada missionária. Ela conta que não conhecia nenhum dos colegas de missão, mas que se tornaram próximos pela experiência espiritual em conjunto. Isso reforçou a convicção de que estar ali fazia parte do propósito de Deus para sua vida.

Pamela também relata que durante este período aprendeu a servir, ter mais empatia, a chorar com os que choram e sorrir com os que se alegram. A professora ressalta que nunca vai esquecer o amor das pessoas que conheceu e o carinho que as crianças têm pelos missionários.

O pastor João Brito já realizou diversas missões e reflete sobre os ensinamentos desta experiência. “O principal aprendizado foi compreender, de forma ainda mais profunda, que a obra missionária vai além de projetos e construções: ela é sobre pessoas, presença e fé. Aprendi que Deus já está atuando nas ilhas e que somos apenas instrumentos para cooperar com aquilo que Ele deseja realizar”, garante.

Adella compartilha a mesma convicção de que “o principal aprendizado é que Deus está atuando em todos os lugares do mundo, sua presença é nítida e Ele ama o ser humano”, afirma.  

A missão Guiné-Bissau reforçou a convicção de que a Igreja Adventista tem um papel profético e urgente em alcançar todos os povos, especialmente os mais isolados. “Essa experiência reafirmou nosso compromisso de servir onde há maior necessidade. Foi uma vivência transformadora que exige unidade, planejamento e dependência total do Senhor”, finaliza o Pró-Reitor de Desenvolvimento Espiritual.

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