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UNASP promove quarto Congresso Internacional de Investigação e Experiência Educativa 

Congresso reúne palestrantes nacionais e internacionais para discutir os impactos éticos e pedagógicos da IA no ambiente escolar e acadêmico.

Texto: Luisa Oliveira | Edição: Vefiola Shaka

O UNASP se reuniu com outras importantes universidades nacionais e internacionais entre os dias 26 e 28 de maio, na quarta edição do Congresso Internacional de Investigação e Experiência Educativa (CIIEE). O evento foi organizado pela Faculdade Adventista de Educação e pelo programa de pós-graduação em Educação do UNASP, com a participação de docentes da instituição e colaboradores externos.

Em sua quarta edição, o congresso já faz parte do calendário do UNASP.

A temática central, “A relação entre a Inteligência Artificial e a Educação”, atraiu docentes, pesquisadores e estudantes de mestrados e doutorados interessados em compreender os novos desafios e possibilidades do cenário educacional contemporâneo. Também foram apresentados trabalhos sobre o uso da Inteligência Artificial a favor da educação e qual a maneira correta de se usar no meio docente. 

Os palestrantes do congresso

O evento remoto contou com a presença da Diretora Interina de Educação da Lake Union Conference, Nicole Matson, que abordou sobre o assunto “Inovação: transporte ou transformação?”. Nicole defende que o uso da IA precisa ser acompanhado de formação humana e discernimento, e que o professor tem um papel insubstituível nesse processo. “IA pode ajudar alunos, professores, a construir essas experiências diversificadas individuais para permitir que todos os alunos alcancem todos os seus objetivos”, afirma. 

Mas essa potência tecnológica, segundo a professora, só se realiza plenamente quando está enraizada em relações genuínas e em uma visão clara de para onde a educação quer levar cada aluno.

No mesmo dia, o palestrante indicado pela UNESCO, Alexandre Sayad, reforçou a importância de espaços como o CIIEE para a formação continuada dos professores. “Se a formação do educador não é uma formação continuada, ele tem que frequentar espaços como este, porque são nesses espaços que essas questões vão brotar”, disse. 

Em sua palestra, Sayad defendeu uma visão sistêmica dos impactos da IA na educação, que vai além do uso de ferramentas em sala de aula e alcança a gestão escolar, os processos de aprendizagem personalizada e a governança institucional. ”Quando se pensa em IA na escola, a gente tem que ter o olhar global de todos os impactos éticos e pensar num comitê de governança”, afirma. 

Aprimoração profissional 

Ao longo dos três dias, palestrantes de diferentes áreas apresentaram suas pesquisas, reflexões e ferramentas práticas para o uso ético e pedagógico da IA. Entre os destaques esteve a professora Graça Caldas, da Unicamp, que abordou o Letramento Midiático, a Opinião Pública e a Democracia, no último dia. Para ela, o congresso cumpriu papel fundamental ao colocar em debate questões que afetam diretamente a prática de todos os educadores. “O tema do evento possibilitou a discussão da relação da IA com a Educação, preocupação de todos os educadores”, afirmou.

A diversidade dos trabalhos apresentados foi apontada como um dos pontos fortes do evento. A ouvinte Aline Veloso destacou a pertinência da temática no cotidiano acadêmico. “Com os alunos utilizando Inteligência Artificial em seus trabalhos científicos, tanto docentes quanto discentes devem conhecer mais sobre o assunto”, avaliou. Entre as atividades que mais a impactaram, Aline citou a palestra sobre algoritmos e o minicurso sobre JAMOVI, ferramenta que já utiliza em sua prática profissional.

O 4º CIIEE também abriu espaço para a apresentação de pesquisas de pós-graduandos, oferecendo diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. “Minhas expectativas foram atendidas. Um exemplo é que uma das minhas orientandas apresentou seu trabalho sobre conhecimento dos professores da educação básica sobre traumatismos dentários, gerando um diálogo importante com os professores presentes”, finaliza.

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