Impacto Social

UNASP envia voluntários para a Missão Uruguai

Os missionários realizaram atividades comunitárias e espirituais na cidade de Montevidéu.

Texto: Raíssa Oliveira | Edição: Victor Bernardo

O UNASP enviou missionários para Montevidéu, capital do Uruguai, para realizarem atividades comunitárias e espirituais entre o dia 6 e 20 de janeiro de 2026. Entre as demandas dos voluntários, estavam algumas reformas na Igreja Adventista do Sétimo Dia local, visitas a membros afastados, Escola Cristã de Férias e treinamento para que os membros da igreja possam dar continuidade ao trabalho desenvolvido durante o mês.

A missão envolveu atividades infantis e outras inciativas de evangelismo. Foto: Arquivo pessoal

A líder da missão, Nazha Carvalho, explica que o local escolhido foi importante porque é um dos países de mais difícil acesso adventista na América do Sul, com uma Igreja pequena e de difícil crescimento. A partir de feiras de saúde, atividades infantis, encontro de mulheres, oficinas de artes, música e inglês e visita a um lar de idosos, ela conta que o propósito deles era “fortalecer a igreja local e ser uma ponte para mais pessoas conhecerem Jesus”. 

Envolvimento e aprendizados dos missionários

Essa foi a primeira missão da qual a voluntária Maria Lídia Leal participou. Ela esteve envolvida em várias frentes do projeto, desde a divulgação das atividades na comunidade, até a organização e produção dos eventos realizados, responsável principalmente pela oficina de artes e pela tenda de manualidades na Escola Cristã de Férias para as crianças. 

Juliete Caetano também se voluntariou para essa missão e relata que, além das atividades planejadas antecipadamente, também realizaram propostas que não haviam sido pensadas previamente, como separar roupas que estavam na igreja para doação e um momento de palestra para as mulheres da igreja sobre cuidado pessoal.

Juliete destaca o envolvimento da igreja com os missionários como algo que a impactou e destaca que o idioma não foi um empecilho, como achava que seria por ser a sua primeira missão transcultural. “Eles literalmente participaram dessa missão junto com a gente, […] isso me impactou bastante, porque não importa o idioma, não importa a crença também e não importa a cultura: a obra de Deus vai acontecer”, afirma. 

Com o sentimento de gratidão por conseguir visualizar de perto onde Deus tem atuado, Nazha também destaca o envolvimento dos membros da igreja local no projeto. “O que mais me impactou foi o relacionamento criado com os irmãos da igreja em que estávamos. É impressionante como, apesar de uma língua e cultura diferentes, ainda assim somos parte do mesmo corpo. Trabalhar juntos fortalece a nossa caminhada cristã”, enfatiza. 

Após essa primeira experiência missionária em outro país, Maria Lídia acredita que a missão é fundamental e proporciona aprendizados espirituais. “Eu acho que todo mundo deveria estar envolvido no campo missionário e se colocar à disposição num voluntariado, qualquer coisa do tipo, porque realmente transforma e você começa a entender um pouco mais sobre Deus, sobre como ele viveu com os discípulos também, a questão de ter uma vida tão simples que talvez pareça que você não está fazendo nada, mas na verdade é uma coisa muito importante de uma forma espiritual, é muito importante porque Deus está te moldando e através de você ele pode moldar outra pessoa também”, relembra e aconselha.  

Desenvolvimento e propósito missionário da instituição

A coordenadora do Núcleo de Missões do UNASP, Adella Dutra, reforça o comprometimento missionário que a instituição tem. “As instituições adventistas foram criadas para formar missionários. O papel do Núcleo é facilitar e ajudar os nossos alunos a encontrarem ações missionárias, não só aqui ao redor do campus, mas também além mar. É uma alegria muito grande proporcionar essas oportunidades para nossos alunos”, afirma. 

Além disso, ela conclui que “os alunos que se envolvem em missão têm muitas oportunidades. Oportunidade de conhecer novos lugares, pessoas novas e de sentir a satisfação de poder ajudar alguém. Pessoas que vivem para outras pessoas são pessoas mais realizadas, pessoas mais felizes, são pessoas que entendem o propósito real da vida”. 

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