UNASP celebra a primeira edição da Cerimônia Profissionalizante de Psicologia
A investidura dos crachás reafirma a Psicologia como ciência e celebra o início de uma nova etapa na formação dos alunos.
Texto: Ana Júlia Alem
O UNASP campus Hortolândia promoveu a Cerimônia Profissionalizante de Psicologia ontem (18), no Auditório Arlete Afonso. O evento marca a transição dos alunos dos estágios básicos para os profissionalizantes em hospitais, Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial e clínicas. Durante a programação, 64 estudantes receberam o crachá que simboliza a nova fase.
A investidura dos crachás representa um marco na formação dos alunos de Psicologia do UNASP, destacando a responsabilidade profissional que eles assumem a partir deste momento. Segundo o coordenador do curso, Alex Landim, o evento reforça a conscientização sobre o impacto da atuação dos estudantes nos diversos setores da saúde pública. “Com o crachá, eles passam a atender pacientes de forma autônoma, sempre com supervisão após cada atendimento”, explica.

Da teoria à prática
Durante a cerimônia, em seu discurso, a professora Edna Neves destacou que essa fase vai além dos requisitos acadêmicos, representando a passagem do aprendizado teórico para a prática profissional. Os estudantes agora atuarão nas ênfases escolhidas, onde terão a oportunidade de aprofundar conhecimentos e vivenciar diferentes formas de intervenção. Para Edna, essa etapa é fundamental no desenvolvimento da identidade profissional de cada aluno, permitindo que reflitam sobre suas experiências e consolidem sua atuação no campo da Psicologia.
A professora ressaltou a importância dos supervisores de estágio, que desempenham um papel essencial na orientação e no suporte aos futuros psicólogos. Segundo ela, esses profissionais são verdadeiros guias, oferecendo acolhimento e incentivo para que os alunos enfrentem os desafios dessa nova fase com ética, responsabilidade e empatia. “Que esse momento seja vivido com entusiasmo e com a certeza de que estão trilhando um caminho nobre”, enfatiza Edna, desejando sucesso aos alunos e supervisores nessa etapa enriquecedora da formação.


A secretária de Saúde de Hortolândia, Déborah Hoffman, emocionou os alunos com um discurso motivacional sobre a grandiosidade da profissão. Em sua fala, ela destacou a importância do trabalho dos futuros psicólogos, que terão a missão de lidar com a parte mais íntima do ser humano: suas dores emocionais. Comparando sua experiência como cirurgiã-dentista, profissão na qual alivia o sofrimento físico de seus pacientes, Deborah ressaltou que os psicólogos desempenham um papel ainda mais profundo, pois são aqueles que escutam segredos nunca antes revelados.
Segundo ela, o momento da escuta terapêutica é um reflexo da compaixão divina, pois o psicólogo se torna um canal de acolhimento para aqueles que carregam feridas invisíveis. “Escutem com amor, responsabilidade e empatia. Entreguem o seu melhor”, aconselha. Ela ainda destacou que a trajetória profissional de cada aluno deve ser guiada pelo desejo genuíno de fazer a diferença no mundo, lembrando-os de que foram escolhidos para essa missão de transformação e cuidado com o próximo.

O crachá como símbolo profissional
Diferente de outras profissões da saúde, a Psicologia não tem uma prática associada a intervenções médicas ou laboratoriais que demandam o uso de jaleco. O jaleco, historicamente, tem uma função prática e simbólica nesses contextos, representando assepsia, proteção e autoridade técnica. Na Psicologia, a relação terapêutica se baseia na escuta, no acolhimento e na construção de um vínculo empático entre o profissional e o paciente.
Segundo a professora Raissa Lorena, o uso do jaleco pode criar uma barreira simbólica que distancia o psicólogo do seu paciente, reforçando uma hierarquia que não é desejável no processo terapêutico. “Em vez disso, a Psicologia valoriza a proximidade e a construção de um espaço de confiança, onde a subjetividade do outro é respeitada sem a imposição de uma figura de autoridade clínica”, explica. Por esses motivos, a identidade visual do psicólogo geralmente se diferencia da dos profissionais da saúde que utilizam jaleco, optando por uma vestimenta que favoreça a aproximação e o diálogo sem criar barreiras simbólicas entre o profissional e o paciente.
Durante seu discurso na cerimônia, a estudante Bruna Franco convidou os colegas a refletirem sobre a identidade e o papel do psicólogo na sociedade. Ela destacou que o crachá simboliza o reconhecimento da Psicologia como uma ciência diversa, que ultrapassa fronteiras e se adapta a diferentes contextos. Diferente do jaleco, que pode reforçar um estereótipo restrito, o crachá acompanha o profissional em qualquer ambiente, reafirmando seu compromisso com a escuta, o acolhimento e a transformação social.
Ao falar sobre sua jornada acadêmica, Bruna descreveu a conquista do crachá como a consolidação de anos de aprendizado e desafios. Segundo ela, a graduação foi marcada pela mescla entre teoria e prática, permitindo o amadurecimento profissional e pessoal. A estudante enfatiza que a Psicologia exige mais do que técnicas: é preciso empatia e compreensão para atuar de forma transformadora. “Passamos por diversas áreas de estágios básicos e aprendemos que, antes de qualquer intervenção, o olhar humano é essencial”, finaliza.



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