UNASP recebe mais de oito mil jovens adventistas no Maranata São Paulo
O evento é uma edição regional do movimento Maranata, que teve sua primeira conferência em Brasília, em 2024.
Texto: Príscilla Melo | Edição: Victor Bernardo
Mais de oito mil jovens adventistas se reuniram no UNASP campus Engenheiro Coelho para o Maranata São Paulo, evento organizado pela sede da Igreja Adventista no estado de São Paulo entre os dias 9 e 12 de julho. O acampamento de quatro dias promoveu a adoração, o aprendizado, a amizade e ações missionárias. O encontro contou com mensagens bíblicas, workshops, plenárias, estandes e apresentações musicais especiais feitas por cantores da gravadora Novo Tempo e do selo Vitrine UNASP, como Novo Tom, Laura Morena, Arautos do Rei, Daniel Lüdtke, Discípulos e muitos outros.

O líder de Jovens da Igreja Adventista na América do Sul, pastor Carlos Campitelli, explica que o foco do Maranata tem a ver com a vivência dos jovens adventistas para um plano de discipulado. A meta é que, através do evento, os jovens vivam a missão, se relacionem de forma saudável com os outros, cumpram a palavra de Deus sejam uma forma de adoração viva ao Senhor.
Campitelli destaca que, quando o jovem entende quem é e a quem pertence, ele encontra um espaço para desenvolver seus dons ao entregá-los totalmente nas mãos de Jesus. ‘‘Saber quem você é, define para quem você vive. Quando você entender seu papel neste mundo, Deus vai honrar você e você vai ser um missionário na causa de Deus e fazer parte desse Maranata para a vida eterna’’ salienta. O pastor acredita plenamente no potencial da juventude que entende seu propósito, e afirma que ‘‘essa geração vai ver Jesus voltar através da pregação viva da vida de cada um deles’’.
Um evento com propósito
Durante o evento, uma celebração de pôr-do-sol recebeu o sábado com a investidura de 171 líderes jovens, através do recebimento do blazer azul com o pin do Ministério Jovem Adventista. O líder de jovens da Igreja Adventista no estado de São Paulo, pastor Cândido Gomes, diz que, mais do que receber uma peça de roupa, esse gesto significa ‘‘uma unção do céu’’.

O jovem Victor Salviano foi um dos investidos da noite. Ele, que se batizou em 2017 e que atualmente atua como ancião jovem em sua igreja, na capital paulista, realça estar anestesiado por ser investido na presença de mais de oito mil jovens adventistas. ‘‘Nós, como o corpo de Cristo, conseguimos entender quantos jovens ainda temos que alcançar e quantos já foram alcançados pela obra de Deus. Entendo que precisamos continuar com o trabalho e buscar incentivar uns aos outros, para que outras pessoas possam também cresçam nesta caminhada do discipulado’’, ressalta.
A jovem Bianca Bezerra descreve que o que a motivou a vir para o Maranata foi o foco na missão. Ela afirma ter sido tocada por Deus através das pregações, das músicas cantadas, e espera notar algo maior para o que Deus a está chamando. Bianca crê que o chamado é para todos, basta aceitar e agarrar. Ela afirma que o Maranata é o lugar ideal para receber esse chamado.
O pastor da Asia Pacific International University, Victor Bejota, que atua como missionário na Tailândia, foi um dos palestrantes do Maranata São Paulo, e também falou sobre a missão. Segundo ele, quando temos um grupo grande de jovens unidos pelo mesmo propósito, um impacto emocional, espiritual e físico, acontece. ‘‘Eu venho de um contexto internacional no qual congressos jovens têm no máximo 50 pessoas. E eles veem o que acontece aqui e ficam impressionados. Então, acho que esses eventos mostram para o jovem que eles fazem parte de um movimento maior que eles, isso dá um senso de pertencimento de identidade e potencializa o viver na missão para cada um deles’’, destaca.

Jovens apaixonados por Jesus
Cândido Gomes, que foi um dos organizadores do Maranata São Paulo, explica que os principais objetivos do evento são: inspirar os jovens a escreverem uma história pessoal com Jesus; celebrar os frutos do envolvimento da juventude adventista paulista na missão; estimular o envolvimento local e regional dos jovens; lançar novos movimentos e iniciativas do Ministério Jovem para os próximos anos e desafiar os jovens a assumirem um papel de liderança e protagonismo na igreja e na missão.
O pastor Cândido ainda compartilha que o congresso visa levantar uma geração de jovens apaixonados por Jesus e conscientes do seu papel nos últimos dias da história deste mundo. ‘‘Desejo que os nossos jovens assumam o seu papel de protagonistas na liderança e na missão. Eventos como esse, marcam toda uma geração de jovens’’, evidencia.
A conferência proporcionou aos participantes momentos de lazer e espaços para a interação social. A jovem Lara Vaz, que veio de Jundiaí, espera fazer muitos amigos nos quatro dias de programação, pois acredita que o Maranata é o lugar para isso. ‘‘Deus mesmo falou: Vivam em comunhão. Ter pessoas com os mesmos princípios que você é muito importante. O coração se aquece e ferve ao ver Jesus em outras pessoas’’, frisa.
Experiências pra Vida
Durante a campal, o UNASP promoveu uma série de experiências para aproximar os participantes da vida universitária. Além de brindes, sorteios, passeios de balão e condições especiais para futuros estudantes, o estande da instituição contou com uma área dedicada à apresentação dos cursos de graduação e dos diferenciais acadêmicos do centro universitário.
Os visitantes também foram convidados a conhecer de perto a estrutura do campus por meio de visitas guiadas, Além disso, abriu espaços como a Biblioteca, a Genesis Farm, o Campo do Conhecimento, utilizado pelo curso de Agronomia, o Núcleo de Prática Jurídica, a Clínica de Psicologia e a Agência Integrada de Comunicação e Marketing. A programação ainda incluiu atividades promovidas pelo Núcleo de Missões, reforçando o compromisso institucional com a formação missionária e o serviço.
A instituição também foi responsável pelo musical de abertura do evento, apresentando um repertório de músicas inéditas compostas especialmente para a edição deste ano. As canções foram interpretadas pelo Coral UNASP, com a participação de Daniel Sales, Laura Morena e Riane Junqueira. Ao longo da programação, os artistas também realizaram apresentações no palco do estande do UNASP, aproximando ainda mais o público da proposta musical da instituição.
O diretor do campus Engenheiro Coelho, Carlos Ferri, acredita que os jovens tiveram uma boa experiência no UNASP, e espera que saiam motivados para pregar o evangelho e apressar a volta de Cristo. ‘‘Com o Maranata São Paulo aqui no nosso centro universitário, nós temos a oportunidade de mostrar para os jovens que existe um lugar para eles. Vemos essa parceria com muito bons olhos, e queremos que os jovens saiam daqui impactados por Cristo Jesus, mas também que eles possam ter o UNASP como uma opção educacional’’, aponta.

Origem do Maranata e planos futuros
O Maranata surgiu como uma grande conferência jovem organizada pela sede da Igreja Adventista na América do Sul, em 2024. O evento foi sediado no Mané Garrincha, em Brasília, e reuniu 20 mil jovens de todas as regiões do Brasil e de oito países da América do Sul, que viajaram longas distâncias para participarem do congresso jovem que promoveu o crescimento espiritual. Com o sucesso desse programa, novas variações regionais foram feitas, como o Maranata São Paulo.
Uma das tradições que se manteve desde o Maranata 2024 foi a presença do “Maralata”, o fusca customizado do pastor de jovens da Igreja Adventista na sede paulistana, Georges Homsi. Apaixonado por carros antigos, Georges adquiriu o veículo em 2017, mas foi durante a primeira edição do congresso, em Brasília, que ele ganhou um novo significado. Antes da viagem, uma amiga sugeriu que ele registrasse o trajeto de fusca entre São Paulo e a capital federal em formato de vlog, aproximando ainda mais a liderança do público jovem. Outro amigo propôs o apelido “Maralata”, ideia que deu identidade ao projeto. Georges customizou o carro e passou a compartilhar a jornada em uma série de vídeos no Instagram, que rapidamente conquistou os jovens. “É importante que os pastores sejam transparentes, falem a linguagem dos jovens e estejam nas redes sociais também. O ‘Maralata’ é minha forma de fazer isso. Acredito que dessa forma construímos a igreja para as novas gerações”, enfatiza.
Além do Maralata, outras iniciativas que marcaram a primeira edição do Maranata também foram mantidas na versão paulista. Entre elas está a realização de acampamentos para os jovens e a mobilização em ações de impacto social. Em 2024, os participantes se envolveram em uma caminhada e oração pela paz pelas ruas de Brasília. Já na edição deste ano, em São Paulo, a ação foi voltada à distribuição de livros na cidade de Campinas, reforçando o compromisso do evento com o serviço à comunidade.
Campitelli comenta que faz parte dos planos da sede da Igreja Adventista na América do Sul, realizar a segunda edição do Maranata para toda a América do Sul e também apoiar as edições regionais promovidas em menor escala. Ele também enfatiza que, mais do que apenas replicar um evento, espera que a filosofia de vida do jovem adventista como discípulo de Jesus seja replicada em todas as regiões da América do Sul.


